Dicas para o Natal – Primeiro post.

Hmm, let me see. Resolvi começar essa ’sessão’ de Dicas para o Natal por que essa data, para mim, é a mais importante do ano.

Desde pequena, passo o ano inteiro esperando por essa data, tão especial e terna pra mim. Embora eu já esteja ficando um pouco mais velha para acreditar em toda aquela magia do Natal, creio que é importante para mim, lembrar de todas as coisas bonitas que essa data me proporcionou, junto da minha família toda que sempre gostou muito também, meus pais que sempre se empenharam o máximo pra que sempre estivessemos juntos para comemorar, celebrar. À propósito, essas dicas vão em homenagem a minha família.

Nesses dias, pretendo deixar de lado minha convencional melancolia e postar coisas alegres, que possam ser úteis para os que por ventura, vierem a ler os posts mais recentes.

Pra começar, uma coisa que até hoje, pra mim não perdeu o encanto, e espero que permaneça para sempre.

Embora pareça infantil e velho, eu amo esse filme e todo o Natal, quando assisto, sempre pareçe que o faço a primeira vez.

“O Grinch” ou, literalmente, “Como o Grinch roubou o Natal”

Acredito que muita gente já ficou fascinada pela história que o Dr. Seuss criou. Destinada às crianças, marcou a infância de muita gente por trazer a importante mensagem de ajuda ao próximo com diversão, sem apelar para lições de moral patéticas ou besteiradas. Tudo isso deixou claro que, um dia, haveria uma adaptação para o cinema. E essa adaptação foi feita, com muita gente em dúvidas quanto ao grau de diversão infantil que a adaptação traria. O filme foi um sucesso estrondoso, levando milhões de pessoas ao cinema, deixando todos curiosos para ver se tamanha bilheteria é merecida. “O Grinch” (ou, literalmente, “Como o Grinch roubou o Natal”) é a história de uma criatura verde, peluda e fedida que vivia em uma caverna na Who-lândia, uma vila que adorava o natal. O Grinch, como era conhecido, foi humilhado na época da escola, se recolhendo então para morar na caverna, que fica muito próxima de um depósito de lixo, onde ele consegue tudo que acha necessário. Ele tem como únicas companias o cachorro Max e o eco de sua voz, produzido pelas paredes da caverna. Um belo dia, o Grinch resolve deixar a moradia e ir estragar o natal, atazanando todos os whos, que eram viciados no mesmo, pelo fato da iluminação da cidade ou troca de presentes. Nessa ida à cidade ele conhece Cindy Lou, uma menina que fica morrendo de dó do Grinch, e resolve indicá-lo para um prêmio natalino chamado jubilar, entregue anualmente para a mais necessitada pessoa de toda a vila. Quando o Grinch recebe o convite fica apreensivo, mas resolve ir, pensando que realmente seria homenageado. Só que, ao chegar na cidade, ele é humilhado por todos e volta com o rabo entre as pernas. É aí que ele resolve se vestir de Papai Noel e sair pelas casas assaltando e roubando todos os presente e banquetes, e também desligar o sistema de iluminação da vila. Quando ele cumpre sua tarefa, recebe uma visita de Cindy Lou e decide rever o mal que fez, mostrando que há bondade até nos lugares mais improváveis. Desde o primeiro momento todos nós sabemos perfeiamente que se trata de um filme infantil. Ele assume isso e então não usa piadas sujas, transformando-se em um filme simples ao máximo, agradável de se ver. O roteiro consegue transmitir diversão, embora pareça em várias passagens vazio quanto a mensagem. É o final que consegue tirar o defeito que poderia assombrar o filme, quando o Grinch e Cindy conseguem fazer o que todos esperavam, deixando os mesmos com um largo sorriso no rosto. Mas o problema apresentado no roteiro é a repetição ao extremo, várias cenas são coladas de um lugar para o outro durante o filme, e ainda temos algumas partes em que o filme parece um pouco mais adulto (ou menos infantil), e costura cenas de “O Maskara” (talvez tenha ficado aparente pela presença dominante de Jim Carey). Não que isso estrague a projeção, aliás, totalmente pelo contrário, até ajuda no quesito diversão, que é tudo que é proposto ao espectador. Ron Howard, saído de bons filmes, além do péssimo sucesso “Apollo 13″, mostra que é sim um bom diretor e leva todos os 104 minutos do filme com a simplicidade proposta pelo roteiro, sem usar nenhuma cena pesada ou que possa estragar a película, tendo o máximo cuidado em não usar material que possa ofender as crianças, no caso, o público-alvo. Ainda temos uma maquiagem primorosa, vencedora como total justiça do Oscar, que deixou Jim Carrey irreconhecível. Trata-se de um trabalho feito por um profissional anteriormente premiado por cinco vezes pela Academia, que faz a melhor coisa do filme. Talvez quase a melhor coisa do filme. Jim Carrey está hilário na pele do Grinch, nem as toneladas de maquiagem tiraram a graça de suas expressões faciais ou de seu modo de se comunicar. Está perfeito. E ainda a narração de Anthony Hopkins (o doutor Hannibal Lecter) dá o tom correto de leveza a história, assim como tudo o que já foi citado. Ou seja: “O Grinch” é um filme recomendado para toda a família, tem muito mais graça do que certos besteiróis teens apresentados nos últimos anos. Não é brilhante, não vai mudar a vida de ninguém, mas entretém perfeitamente por durante 104 minutos, além de trazer uma lição sobre amor, ajuda e solidão necessária para as crianças. Sim, pode parecer infantil demais, mas essa é a alma do filme: ser infantil. Foi assim que o Dr. Seuss conquistou o mundo (ou pelo menos os Estados Unidos) e também é assim que Ron Howard conseguiu adaptar a obra para a telona.

Se alguém quiser conferir:

PARTE 1:

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PARTE 2:

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PARTE 3:

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PARTE 4:

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A resposta da sua pergunta:

… então os meus braços não vão ser suficientes pra abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu Deus como você me dói de vez em quando.

Ao fundo, To Know Him Is To Love Him – Amy Winehouse.

‘Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.’ Clarice Lispector.


Hoje fazem 32 anos Clarice morreu e essa imagem dela escrevendo sempre me deixa boquiaberta, numa felicidade clandestina.

Além de musa inspiradora do blog, ela é quase uma poça d’agua , onde me espelho todos os dias. É incrível como em cada pedacinho da minha vida, alguma frase dela, cabe exatamente a mim, ao meu intímo.

Não sei se isso é bom ou mau, o fato é que sempre me cabem. Em qualquer que seja o momento.

Sinto uma coisa muito forte aqui dentro me dizendo pra seguir nesse caminho mesmo.

Essa coisa forte, me abraça com tanta ternura quando penso na vida calma e tranquila que pretendo levar de alguns dias em diante, que parece um abraço de criança: quente, aconchegante e sincero.

Clarice dizia que era um mistério para si mesma. Comigo não é diferente.

Quando penso em mim, me assusto ao perceber que não tenho definições para o meu estranho jeito de ser e de ver a vida com meus olhos que a tudo querem enxergar e absorver.

Me sinto feliz com a possibilidade de recomeços. Rotina, tédio e mesmice não fazem pólo certo comigo, nunca fizeram.

Eu preciso de movimento, mudança.

P.S : Separô diante de mim quando minha tristeza era parte do dia…  com você aqui, fica tudo mais claro, pra entender, pra viver, pra sentir.

Pressentimento

(Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho)

Ai ardido peito
quem irá entender o seu segredo
quem irá pousar em teu destino
e depois morrer de teu amor
ai mas quem virá
me pergunto a toda hora
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada
vem meu novo amor
vou deixar a casa aberta
já escuto os teus passos
procurando o meu abrigo
vem que o sol raiou
os jardins estão florindo
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade…

P.S.: às vezes precisamos ouvir certas canções. Nesse caso específico, retomá-las. “Você não é um rio cheio que eu não possa atravessar!”

Não quero que tudo isso seja em vão, não quero que simplismente o vento leve embora como pó.

É que ando mergulhada numa atmosfera duvidosa, onde a realidade, os sonhos e os desejos de um futuro muito próximo, se misturam entre planos, incertezas, desconfianças, vontades e apegos. Eu queria poder tocar pra ter certeza, te juro.

Essa vontade dói igual arame farpado cravado na pele, nem queira sentir… O ano tá quase no fim e o que eu quero é paz pro meu coração e pra minha alma que andam meio atormentados.

Ano novo promete vida nova, casa nova, rotinas, hábitos … tudo novo. Espero ser mais saudável, mas alerta e mais confiante em mim mesma, por que não dá pra ficar a vida toda sempre achando que tô pisando em falso… isso cansa, fere.

Não quero a certeza de tudo, quero garantias. De que vou ter hábitos saudáveis, horários. Quero dormir todas as noites sem ter que tomar os comprimidos que me oprimem o corpo todo no dia seguinte.

Ah, eu ia esquecendo de uma coisa, quero calma, muita calma pra tudo. Paciência  e organização também, com as coisas e com as pessoas.

Quero chegar em casa do trabalho, sentar e ler, sorrir, tomar um suco de fruta na varanda …

Nesses ultimos dias desse ano, vou fazer uma limpeza geral.

Vou tirar de mim tudo e todos que de alguma forma, já não me servem mais, que me deixam amarrada a  coisas que eu não posso ter e nem quero mais, custa muito pedir uma vida nova, mais organizada, mais tranquila? Acho que não e espero ser coerente o bastante quando peço isso e enquanto imagino meu novo canto … tranquilo e aconchegante como eu sempre quis.

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Ver é permitido, mas sentir já é perigoso.

Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica. Por isso, faço a minha sorte. Sou fiel ao que sinto. Aceito feliz quem eu sou. Não acho graça em quem não acha graça. Acho chato quem não se contradiz. Às vezes desejo mal. Sou humana. Sou quase normal. Não ligo se gostarem de mim em partes. Mas desejo que eu me aceite por inteiro. Não sou perfeita, não sou previsível. Sou uma louca. Admiro grandes qualidades. Mas gosto mesmo dos pequenos defeitos. São eles que nos fazem grande. Que nos fazem fortes. Que nos fazem acordar. Acho bonito quem tem orgulho de ser gente. Porque não é nada fácil, eu sei. Por isso continuo princesa. Continuo guerreira. Continuo na lua.